Quarta-feira, 8 de setembro de 2010
 
 
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Vida e Saúde > Saúde Bucal
 

Prevenção na Odontologia

O velho e bom ditado: "Prevenir é melhor que remediar" é válido em todas as situações do nosso cotidiano. Na odontologia não é diferente, afinal se com alguns cuidados diários e mínimos gastos anuais podemos manter saudável nossa boca, por que não fazê-lo?

Colocando na balança o quanto se gasta para tratar a doença bucal já instalada (cárie, doença na gengiva, canal, etc) e o quanto se gastaria com os cuidados diários (escovação dos dentes e língua, uso do fio dental) e visitas regulares ao dentista, é evidente que na segunda hipótese o dinheiro e o tempo gastos são infinitamente menores.

O objetivo da prevenção é orientar as pessoas a terem bons e adequados hábitos de higiene bucal e auxiliar as crianças a crescerem com saúde e talvez sem a necessidade de conhecer a sensação de uma anestesia ou de um "motorzinho" removendo a cárie.

Há quanto tempo você não procura seu amigo dentista? Previna-se e marque uma consulta agora mesmo. Peça a ele uma explicação sobre a melhor forma de escovar os dentes e passar o fio dental. Assim você terá sempre um belo sorriso estampado no rosto.

Artigo da Dra. Aline T. Chinen, CRO 66.555, membro da Odontoclínica Especializada (Prevenção)

Qual a melhor idade para o tratamento ortodôntico?

Esta é a pergunta mais freqüente feita pelos pais, existe uma idade ideal?

Em alguns casos o tratamento inicia-se em pacientes muito jovens e finaliza-se apenas no final da adolescência. Um tratamento muito longo poderá levar a um decréscimo da motivação e cooperação do paciente e dos pais ou responsáveis.

Por outro lado se o tratamento iniciar-se tardiamente os resultados poderão ser insatisfatórios e necessitar de intervenções cirúrgicas.

Antigamente o tratamento ortodôntico era realizado apenas a dentadura permanente jovem, por volta de 10 a 12 anos de idade. A correção ortodôntica ficava limitada a movimentações dentárias e as correções ósseas maiores eram resolvidas cirurgicamente.

Hoje com o desenvolvimento das pesquisas clínicas, o conhecimento do crescimento crânio-facial e a malhora das técnicas ortodônticas, são possíveis evitar ou diminuir as desarmonias ósseas, fazer movimentações dentária que favoreçam a erupção dos dentes permanentes e o desenvolvimento normal da dentição, com aparelhos mais simples em idades mais precoces.

O tratamento realizado em idade adequada traz melhores resultados, facilita o tratamento e dá mais estabilidade oclusal e funcional.

O que torna o tratamento ortodôntico longo ou curto é o problema apresentado pelo paciente.

Atualmente a idade não impede as correções dentárias, o tratamento ortodôntico.

Em adultos tornou-se muito freqüente. Desarmonias ósseas, porém, podem ser evitadas, corrigidas ou amenizadas apenas na fase de crescimento.

Quem pode dizer qual a idade ideal para o tratamento é o ortodôntista e a melhor idade para uma avaliação não existe. É melhor que ela seja feita cedo, pois assim é possível programar o tratamento para uma idade mais adequada ao caso.

Artigo da Dra. Eliana Y. S. Chinen, CRO 32.247, membro da Odontoclínica Especializada (Ortodontista)

Estética Bucal

A beleza de um sorriso mostra-se através da harmonia entre dentes, lábios, gengiva, tudo combinando com os traços faciais de cada pessoa.

O sorriso é um símbolo de felicidade, o "cartão de visitas", porém nem todos ficam felizes com o próprio sorriso, e justamente para proporcionar um belo sorriso existe a odontologia estética ou cosmética. Hoje dispomos de tecnologia e materiais, muitos recursos para restaurar, corrigir imperfeições, clarear, alinhar, aumentar ou diminuir, enfim, dar aos dentes a beleza e a perfeição idealizadas. Porém, é necessário criar uma harmonia com o rosto todo.

Antes da fase estética é necessário que haja saúde bucal, isto é, a boca livre de cáries, gengivas saudáveis, hábitos corretos de higiene oral, etc. Após o tratamento básico, faz-se uma avaliação estética em que é feito um levantamento do que é possível melhorar para harmonizar o sorriso, muitas vezes trocando-se algumas restaurações resolvemos o problema, em outras é necessário a confecção de facetas de percelana. Também é possível fazer plásticas gengivais em que diminuímos a quantidade de gengiva que aparece no sorriso.

Um belo sorriso melhora a auto-estima, dando mais segurança, lavanta o ego e melhora o humor.

Artigo da Dra. Márcia Eriko Kawakami Chinen, CRO 34.540, membro da Odontoclínica Especializada (Periodontista, prótese e estética)

Dente do Siso

Dente do siso é o terceiro molar permanente, também conhecido como dente do juízo, pois erupciona entre 16 e 18 anos, idade em que se acreditava que os adolescentes passavam a ter juízo. São em número de 4 dentes, mas freqüentemente encontramos agenesias (ausência) de 1, 2, 3 ou até 4 dentes, como também mais raramente encontramos extranúmerários que seriam quatro-molares.

Os dentes do siso não são dentes fracos, são dentes normais, que tem sua calcificação iniciada entre 7 e 8 anos, e a não ser que a criança tenha alguma doença importante nesta fase, ele não terá anomalias de formação. O que acontece geralmente é que ele fica impactado devido a falta de espaço e perfura a gengiva, permitindo que o dente sofra a ação de bactérias, alimentos e placa dental por muito tempo sem ser higienizado, e com isso, já erupciona muitas vezes cariado.

Nem sempre eles precisam ser removidos, só deverão ser removidos se não tiver espaço para a erupção deles e isso poderá causar o apinhamento. Normalmente o ortodôntista nota a falta de espaço para este dente precocemente e indica sua exodontia ainda incluso.

O motivo deles doerem ao nascer, é que normalmente modernos a gengiva que se encontra sobre o dente na fase de nascimento, e esta menbrana inflama ou até se infecta, causando muita dor. Chamamos de pericoronarite essa inflamação da gengiva em volta do dente em erupção, mas todos os dentes são passíveis de ter esse processo patológico.

Não devemos deixar um dente incluso. O dente incluso está fora de sua posição correta e com isso pode desenvolver processos patológicos como por exemplo, cisto da retenção, reabsorção radicular do dente vizinho. O correto é que procure o dentista para que ele avalie e diagnostique seu caso orientando voc6e sobre a melhor conduta terapêutica.

Artigo da Dra. Rosana Maria F. de Andrade, CRO 34.622, membro da Odontoclínica Especializada (Cirúrgia e implantes)

Desordens temporomandibulares ou DTMs

É um termo utilizado para designar uma série de alterações que comprometem a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e demais estruturas associadas. Estima-se que 20% da população, normalmente, pessoas do sexo feminino, com idade entre 25 e 40 anos, têm alguma alteração na ATM, musculatura facial e/ou cervical.

Traumas diretos ou indiretos a ATM, músculos ou ligamentos da face associados à ocorrência de hábitos parafuncionais como ranger (bruxismo) ou apertar os dentes, mastigação unilateral e/ou de alimentos duros, abertura excessiva da boca, roer unhas, morder os lábios ou objetos e mascar chicletes podem causar essas desordens. Hábitos posturais inadequados, alterações emocionais, alterações eclusais também podem estar presentes e precisam ser abordados durante o tratamento.

Os sinais e sintomas mais comuns são dor ou cansaço nos músculos da mastigação, dores de cabeça, dores e estalos na articulação, sensação de travamento da mandíbula, redução de abertura bucal, dor e modificação do encaixe dos dentes, alterações no ouvido (dor, sensação de entupimento, zumbidos e redução da audição).

O tratamento consiste no diagnóstico dos fatores relacionados ao aparecimento e manutenção dessas desordens. O diagnóstico deve ser feito a partir da avaliação dos sinais e sintomas associados e do exame das ATMs e da musculatura facial e cervical. O programa para controle dessas desordens inclui o uso de medicações relaxantes musculares, anti-inflamatórios e analgésicos, fisioterapia caseira e assistida por um fisioterapeuta (através do uso de aparelhos como ultra-som, laser, tens e/ou da prática de alongamentos e correção postural), placas oclusais, infiltrações com anestésicos e anti-inflamatórios, correções dentárias (confecção de prótese, uso de aparelhos ortodônticos, ajuste em restaurações, etc).

Artigo da Profa. Dra. Roberta de Abreu Venancio Tamanini, CRO 71.908, membro da Odontoclínica Especializada (Mestre e doutoranda em reabilitação oral e dores orofaciais)

Tratamento Endodôntico

O tratamento endodôntico é a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente, responsável por sua vascularização e inervação, o que recebe o nome de polpa ou popularmente, "nervo".

O tratamento endodôntico deve ser indicado quando há dor espontânea, latejante, difusa, exarcebada por estímulos térmicos ou mastigação, presença de abscesso (inchaço na face ou gengiva) ou ainda em casos onde há necessidade de tratamento protético (colocação de pinos).

Nem sempre que um dente dói deve receber tratamento endodôntico. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso, doce e salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados. O colo exposto (retração das gengivas) e em dentes submetidos à carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.

O tratamento pode ser realizado em uma ou mais sessões, dependendo das características de cada caso (número e curvaturas das raízes, condições de inflamação e infecção). Atualmente, a utilização de novas técnicas, a descoberta de anestésicos mais potentes, medicamentos intra-canais, materiais obturadores tornam o tratamento praticamente indolor. Am algumas situações a prescrição de anti-inflamatórios e antibióticos se faz necessário.

Não é comum sentir dor após as sessões do tratamento, apenas uma leve sensibilidade, nas primeiras 48 a 72 horas após o tratamento, decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, e que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos/anti-inflamatórios.

Quando se trata o canal o dente não escurece. O que acontece é a perda do brilho, o que dá um aspecto mais amarelado. O escurecimento acentuado pode acontecer quando há hemorragia, mortificação pulpar (necrose) pu traumatismo, antes do tratamento, o que pode ser minimizado com a utilização de agentes clareadores.

Se o tratamento endodôntico não for realizado pode ocorrer a formação de uma lesão na região apical (infecção na raiz e nos tecidos vizinhos), com conseqüencias mais sérias, como dor intensa, inchaço, frebe e bacteremia (disseminação de bactérias na corrente sangüínea).

Artigo do Dr. Ronaldo Tomanini, CRO 80.036, membro da Odontoclínica Especializada (Endodontista)

Odontoclínica Especializada
Av. Caibar Schutel, 254 - Vila Santa Cruz
Matão-SP
Fone: (16) 3382 2808 - 3382 4237

 
 
 
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